East Rutherford, NJ (EUA) – Pelos próximos quatro anos, o futebol mundial continua falando espanhol, mas com um novo sotaque: o ibérico. Com um gol salvador de Ferran Torres aos 106 minutos de jogo, a seleção da Espanha bateu a atual campeã Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium e conquistou a Copa do Mundo de 2026. A consagração coroa o domínio da “Fúria” ao longo de todo o torneio e consolida o seu segundo título mundial da história, igualando-se a Uruguai e França.
O roteiro da grande final foi marcado por um domínio tático e territorial implacável dos europeus. Desde o apito inicial, a Espanha assumiu o controle das ações, ditando o ritmo da partida com o seu característico toque de bola. A jovem estrela Lamine Yamal foi o principal termômetro do time no primeiro tempo, criando as melhores tramas ofensivas pelo lado direito.
Do outro lado, a Argentina apostou na organização defensiva e na velocidade dos contragolpes, mas esbarrou na forte marcação espanhola e em uma atuação muito discreta de seu maestro, Lionel Messi, que foi engolido pelo sistema tático rival. Empurrada por uma maioria expressiva de torcedores “albicelestes” nas arquibancadas, a Argentina terminou o tempo regulamentar sem sequer registrar uma finalização no alvo. Dibu Martínez precisou trabalhar intensamente para manter o placar zerado, inclusive defendendo uma cobrança de falta perigosa de Yamal nos instantes finais.
O drama aumentou nos acréscimos da etapa complementar, quando o volante Enzo Fernández cometeu falta dura em Pau Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. A vantagem numérica oxigenou ainda mais a Espanha para a prorrogação.
Logo no primeiro minuto do segundo tempo do tempo extra, o gol que a torcida espanhola tanto buscou finalmente saiu. O lateral Pedro Porro fez um cruzamento primoroso na segunda trave, Nico Williams escorou de cabeça para o meio da área e Ferran Torres fuzilou de canhota, balançando as redes adversárias e entrando para a história do futebol espanhol.
Nos minutos finais, mesmo exausta e com um jogador a menos, a Argentina tentou se lançar ao ataque em um “abafa” liderado por Messi, mas a defesa espanhola suportou a pressão até o apito final.
Para os torcedores que desejam reviver a tensão e a emoção do gol que garantiu o bicampeonato mundial da Fúria:
Festa de um lado, lágrimas do outro
Enquanto milhares de torcedores tomaram as ruas de Madri para celebrar a conquista, o apito final trouxe o lamento profundo para os argentinos. Aos 39 anos e disputando o que pode ter sido a sua última Copa do Mundo, Lionel Messi encerra sua brilhante trajetória em Mundiais com mais um vice-campeonato na conta, embora tenha sido fundamental na campanha do tricampeonato de 2022 e no ciclo vitorioso da equipe.
A seleção espanhola, comandada pelo técnico Luis de la Fuente, fecha a Copa do Mundo com números impressionantes, quebrando recordes de posse de bola e sofrendo apenas um único gol ao longo de todo o torneio. O triunfo coroa uma geração que mistura a maestria de veteranos como Rodri ao frescor de jovens fenômenos como Lamine Yamal.
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